Na noite de quarta-feira (26), a
Câmara dos Deputados aprovou, por 297 votos a 177, o texto principal do projeto
enviado pelo governo Temer que flexibiliza a legislação trabalhista no Brasil
(veja abaixo como votou cada deputado do Rio). A proposta é o maior ataque aos
direitos do trabalhador brasileiro na história. A votação, que durou mais de 10
horas, foi marcada por protestos, censura, obstrução e muita discussão, mas,
agora, a batalha segue para o Senado.
Só oito partidos orientaram voto
contra a reforma trabalhista: PT, PDT, Psol, PCdoB, Rede, PSB, SD e PMB. O PHS
liberou a bancada. Os demais apoiaram a reforma.
Mudanças
Em nota conjunta, as principais
associações de juízes e integrantes do Ministério Público do país disseram que
a reforma trabalhista é um retrocesso vexatório.
“São criadas/ampliadas novas
formas de contratos de trabalho precários, que diminuem, em muito, direitos e
remuneração, permitindo, inclusive, pagamento abaixo do salário mínimo mensal,
o que concorreria para o aumento dos já elevados níveis de desemprego e de
rotatividade no mercado de trabalho”, diz trecho da nota, assinada pela Frente
Associação da Magistratura e do Ministério Público (Frentas), que representa
mais de 40 mil juízes, promotores e procuradores.
“Trata-se de um ataque que passa
pela supressão de direitos materiais e processuais hoje constantes de lei (CLT)
e até mesmo no que deixa de ser aplicado do Código Civil na análise da
responsabilidade acidentária, optando-se pela tarifação do valor da vida
humana, em vários pontos passando também pela evidente agressão à
jurisprudência consolidada dos tribunais regionais e do Tribunal Superior do
Trabalho”, afirmam as associações do judiciário.
O que muda:









